quarta-feira, 24 de março de 2010

Selinho Menina Arteira

Bom dia amigas queridas!
Hoje editei este selinho para deixar de lembrança para minhas amigas que amam o   artesanato como eu.
E uma humilde recordaçao de uma pessoa que admira todos os tipos de trabalhos manuais.

Uma pequena homenagem para estas meninas arteiras


Minha poesia é inglória,

vive em bancas incertas.


Do pódio e das vitórias,


traduz histórias discretas.






Nos dizeres, incontida,


minha poesia é de lua,


às vezes, reza vestida


às vezes, discursa nua.






Meu poema é artesanato.


E sai-me pronto das mãos.


Coso-o, com muito cuidado,


cirzo-o, sem distração.






Às vezes, vem das sucatas


de contas e velhos botões,


de renda e fitas baratas,


da fieira dos piões.






Que ressona atrás da porta,


tem os pêlos de um cão,


no final das linhas tortas


traz pena, paina, algodão.






Tem cores das violetas,


pose de pedra-sabão.


Nas asas da borboleta,


nem coloca os pés no chão.






O poema-artesanato


traz ponto-cruz, bordaduras.


É sempre um simples retrato


de uma notória figura.






Maria da Graça Almeida

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